quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Bonezin

Ta errada
a carapuça do Saci,

que cegou
e tropeçou 
na perna mecânica.

Sujeira,
conversa fiada,

fala nada
e jorra fossa.

A carapuça
é da indiferença,

quando quer aparecer,
quando quer ser gente.

Pra favor, mão amiga
pega ai! 
Atira e trai.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Pesadelo armado até os dentes

Me deparo
numa guerra,
contra sonhos assassinos,
aliados
aos dias de medo,
montados,
numa cavalaria
de dor e perda,
esquartejando esperanças,
batendo de frente,
a minha armadura
de confiança e motivação
forçando-me a lutar
de olhos fechados.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Bloco doentio

Vira-Latas rendidos,
correm atrás
do frigorífico móvel.

Vacas empalhadas,
cospem sangue
na cabeça
dos vampiros
com presas de pólvora
e copos vazios.

No camarote do inferno,
a elite soberba
aprecia as rinhas
cantarolando orgias

Machões
rolam ao chão,
engolindo pelos púbis,
testosterona,
suor alcoolatra.

Enchem a barriga
de regressão,
enlatando-se em muros
pra não dar trabalho
ao comércio da morte.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Ruínas

Minutos de desordem,
Segundos agonizantes,
que são eternidade.

No pulso,
apenas o nada.
o olho enxerga,
e mesmo assim
finge ser
o vidente da vida.

A bala,
cheia de certeza.

O passo
que ja é o amanhã.

e o futuro
que está neste verso.




segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Segunda

Ouvi dizer
que meu rosto
foi esquecido
em meio á ventania

Reflito-me
para nao me perder
na agonia,
no martir
de ser obrigado
a viver
sem a tua voz.

domingo, 25 de setembro de 2011

Santa fé


Cansado,
do fardo
em minhas costas,
concebido por um Deus
em sua forma humana.

Pastor,
padre,
podre
puta politica.

Encarnado
na alma da ovelha
rasgando a pele
e te vendendo
novelos divinos.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Mentiras
contadas ao reflexo

Fotografias
em decomposição
onde
apenas seu fantasma
aparece.

A cabeça congelada,
do vento que passa.
enquanto você
engole as nuvens
do céu
que ninguém viu.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Fora da Terra

Em meio
ao desespero
com meu crânio
á amostra
por debaixo da pele.

Suando sangue,
vomito a alma
e mato a fome
dos abutres
que me aguardam.

Crio prosa
com a desgraça
que me força
a abrir os olhos
e ver
que todos
estão mortos.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

20/09/2011

Saindo.
Repetindo-se
o capitulo da saudade
mas
em seus ultimos
minutos.
Porque o fim
de um amor louco
e bombardeado
de nostalgia
é o começo
de uma grande vida.

domingo, 18 de setembro de 2011

Olho no olho

Atração principal!
Alvo,
de sorriso rosnante
que falso
compartilha o show
e aprecia
rogando praga
pra me ver cair.

Sádico,
ao palco
cuspindo novidades
gritando magoas,
mastigando verdades
engolindo hipocrisia
e defecando
seu rosto.

Eu sou
o palhaço,
a comédia
em sua casa
gestos dignos
de gozação.

Mas é você
que não é
levado
a sério.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Festejando
em meio ao caos,
abrindo vãos
em sua mente,
criando pontes
pra poder
ver a imensidão do céu
com nuvens
flamejantes
destruindo a criação,
que sofre
e derrama
seu sangue ao mal.

E a cada dia
que se passa,
estamos todos
condenados
a seguir
novas leis.
E a cada dia
que se passa
somos forçados
a morrer.

domingo, 14 de agosto de 2011

Unção

Satisfação
em ter momentos
que somam
e rasgam a face
transbordando
na sutileza do toque,
atravessando
a mutação
do céu.

Pois,
boêmico é
o ritmo embalsamado
ao abrir o olhos
e enxergar
a serenidade.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Notas constrangedoras.

Poluição auditiva
pervertindo
os ouvidos sociais,
denegrindo
a arte,
distorcendo
a imagem
e defecando
na mente vazia
da platéia
sem face.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Pedaços da noite.

18:40

Admirado
pelos zumbis,
que disfrutam
da agonizante
sensação
transitória
de dois mundos,
e sentem
o inverno
com ossos
amarrados
ao sol.

19 e gritos

Destruir-se
sonoramente,
é permitir
vozes
de uma visão
neutra
penetrarem
seus ouvidos
amarrando
uma corda
ao seu pescoço.

Lágrimas

Salguei
os fragmentos
da face,
composta
por rugas
e decomposição.

Ataque epilético de saúde

Luz em meus olhos!
Tão intensa,
que sobrepõe
as pulpílas
deixando-me
com um ar
sombrio
e devastante
ao que vejo
em você.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

O começo do bom fim.

Ao invés
de viver
na intenção
de viver,
estou
a preparar
seu eterno leito
com as mais belas
flores
que brotam
de minhas veias.

Atenção!

Visões
perdidas
em pensamentos
transmitidos
pela vasta
dimensão mental.

Alucinação,
retalhos
em uma única
lembrança
que se repete
em câmera lenta.

E o firmamento
da ilusão
de estar
em sã consciência.

Abrigo

Pensamentos vagos
interpretam
perfeitas
visões doentias
sobre a errônea,
sobre dois pontos
sobre dois vãos.

Imenso
vazio,
escuro
absoluto,
medo,
erro,
lamúrias,
discórdia,
horas,
abismo,
queda,
visões.

Doentias
sobre a errônea,
sobre dois pontos,
sobre dois vãos.

domingo, 31 de julho de 2011

Enquanto Seu Corpo Queima

Caindo em desgraça
perante meus olhos
adquirindo formas
distorcidas
e confusas
que puxam-o
para a cova
de sua prórpia
decadência moral.

Ainda estou aqui,
mas a linha
é estreita
e o demônio
cravado
em tua mente
há de partir
o frágil remendo.

Antenado
à escória
terás mérito
e vanglória
adquirindo
náuseas,
nostalgias,
horrores,
agonia
e o sangue sujo
que finge
lavar
tua pobre alma.


à lastimar
agonizante
e calmo
posso ver
enquanto seu corpo queima.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Tapete Vermelho

Sái,
foges de teu leito,
e verás
mundo
desgraça a fora.

humanóides,
malditos de fé
e principios
vindos
de uma suprema
corte do caos.

Toda a cidade,
em chamas
seca
sem vida
onde o ar
é cinza
e sólido.

O verdadeiro mal,
A face negra
da vida,
que tanto
hà de sufocar.

Mergulhe
num mar
podre
e sujo,
do corpo
Covarde
que se banha
em suas aguas.

És condenado
porque tens vida,
e não
se voltas
contra a tua
propria espécie.

E por fim,
morra
e arraste
toda essa raça
para o inferno,
com seu rosto
estampado
na memória
de cada desgraça
mortal
e humana
aqui existente.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

...

Vontade de gritar
um lapso
constante
fluxo
de consciencia
completa
vida,
luz,
sensações prolongadas
calafrios intensos,
é mentira
nao sentir.

Sangue
meu sangue,
não consta
no papel,
ùnica vida
ùnica alma
divididas
hà horas.

Escravo,
deslumbrado,
tal frágil
cristal
me encandea
as retinas
fixas
um só foco
de sombras
abraçadas
ao sol.

terça-feira, 21 de junho de 2011

congestionamento

Cabeças
enfileiradas
em linha reta
presas
em caixas de ferro,
respirando
uma fumaça
cinzenta
e venenosa.

As mãos,
seguem em destino
à um som
de agonia,
As mãos
seguem em destino
à um som
que agoniza
e quebra
o silêncio
de forma brutal
gerando assim
um extremo
pânico sonoro

Olhos atentos
ao destino
nao posso
desvia-los
Olhos atentos
ao destino
nao posso
fechar...
Luz!

E então
me isolo
num conjunto
de gritos
e harmonias
esperando
o fim
da minha missão.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Na sua mira

Sou alvo,
da sua maldade,
que corrompe
a alma do bem
destruindo laços
um dia construidos.

Sou alvo
da sua inveja
que rodeia
e cobiça
minhas posses
de forma suja
e olhuda.

Sou servo
de seus jogos
e torturas
sentimentais
que acordam-me
cedo a berros.

Sou alvo
da sua gula
que egoista
devora o pão
de minha posse
e ainda nega
seu ato
trazendo a discordia
dos mesmos de sangue.

Sou cego
porque finjo
nao ter olhos
pra nao te dar méritos
pra nao te ver sorrir
quando me ver
às veias rompidas
de uma...
explosão...
de raiva.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Sinto

Como se nao existisse
mais nada
alma,
vida,
luz,
tristeza,
alegria,
raiva...
como se a vida
se aproximasse
da morte.

Ainda falta muito
esta mais próximo
do que imagino
a atenção se volta
ao seu vel negro
e o brilho
de sua lamina
sussura,
chama,
desista...
liberte-se...
mil possibilidades
pra terminar
um flash,
um salto,
um gole...

Descerei
da cadeira
sem meus pés
tocarem ao chão
e o desfecho
será o mesmo.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Racionalidade Suicída

Não há mais metas
a se traçar,
acordaremos
mais uma vez
sem ver
a luz do sol
e enquanto cada ser
cava sua própria cova
a morte deixa
em suas lápides
a marca
da discórdia.

Não há mais metas
a se traçar,
atormentados
pelos vultos
dessa ilusão.
Crie suas próprias regras
e forme
seus padrões
viva
sua propria prisão.

A humanidade
a se exterminar!

O dia...
chegou...
fazeis suas malas,
rumo ao inferno
e verás
de camarote
essa represa
converte-se em chamas.

Racionalidade
auto destrutiva,
continua,
criando,
suas formas,
de suicídio..
e transforma,
a pureza irracional
em dor mortal.

sábado, 11 de junho de 2011

Nada.

Os OVNIS chegaram!
ETS,
de paletó e gravata,
calando a humanidade
com notas e valores,
tapando buracos,
com piso de papel
que é rasgado
e amassado
com o suor
que alaga
os pés do povo.

Cabeças globalizadas,
o monopólio que aliena
com sonhos de novela
e aterroriza
com bombas e sangue.

Hipocrisia degradante
da voz de um Deus
que vem,
na calada da noite,
para estorquir
seu fiel,
em troca
de "asas e nuvens".

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Neve

Estou morando
numa ilha glacial...
Onde o marulho,
mescla-se à avalanche...
e a beleza celestial,
de um verão
é vista
com tons de cinza
do nosso inverno mais quente.

Neve
que toca o meu corpo,
o faz flamejar
assim como meus olhos
cegam ao enxergar,
quão alva
é tua beleza.

E quando vem a tempestade
digo que seu pranto
é apenas
para lavar a alma
da saudade
de tocar o chão,
que o céu
angustiava.

sábado, 14 de maio de 2011

O dia em que morri.

Não sei por onde começar...
O que será essa porra
que me cultiva ódio,
náuseas,
e aversão a tudo que me rodeia?
Três dias...
e planos necróticos me rodeiam a cabeça...
Apenas maldade...
Apenas dor...
Apenas a vontade de render-me ao fim.
Sussurros me atormentam...
Imagens me condenam...
Não há o bem
apenas uma farsa que se repete perante meus olhos cegos.
Eu quero sair daqui!
Desse vão obscuro em que fui jogado.
Porque levastes a luz?
Que guiava o caminho de espinhos que devo trilhar.
Porque me fazes tão mal?
Se a pouco,
o sangue que corre em minhas veias
misturava-se ao seu...