sexta-feira, 24 de junho de 2011

Tapete Vermelho

Sái,
foges de teu leito,
e verás
mundo
desgraça a fora.

humanóides,
malditos de fé
e principios
vindos
de uma suprema
corte do caos.

Toda a cidade,
em chamas
seca
sem vida
onde o ar
é cinza
e sólido.

O verdadeiro mal,
A face negra
da vida,
que tanto
hà de sufocar.

Mergulhe
num mar
podre
e sujo,
do corpo
Covarde
que se banha
em suas aguas.

És condenado
porque tens vida,
e não
se voltas
contra a tua
propria espécie.

E por fim,
morra
e arraste
toda essa raça
para o inferno,
com seu rosto
estampado
na memória
de cada desgraça
mortal
e humana
aqui existente.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

...

Vontade de gritar
um lapso
constante
fluxo
de consciencia
completa
vida,
luz,
sensações prolongadas
calafrios intensos,
é mentira
nao sentir.

Sangue
meu sangue,
não consta
no papel,
ùnica vida
ùnica alma
divididas
hà horas.

Escravo,
deslumbrado,
tal frágil
cristal
me encandea
as retinas
fixas
um só foco
de sombras
abraçadas
ao sol.

terça-feira, 21 de junho de 2011

congestionamento

Cabeças
enfileiradas
em linha reta
presas
em caixas de ferro,
respirando
uma fumaça
cinzenta
e venenosa.

As mãos,
seguem em destino
à um som
de agonia,
As mãos
seguem em destino
à um som
que agoniza
e quebra
o silêncio
de forma brutal
gerando assim
um extremo
pânico sonoro

Olhos atentos
ao destino
nao posso
desvia-los
Olhos atentos
ao destino
nao posso
fechar...
Luz!

E então
me isolo
num conjunto
de gritos
e harmonias
esperando
o fim
da minha missão.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Na sua mira

Sou alvo,
da sua maldade,
que corrompe
a alma do bem
destruindo laços
um dia construidos.

Sou alvo
da sua inveja
que rodeia
e cobiça
minhas posses
de forma suja
e olhuda.

Sou servo
de seus jogos
e torturas
sentimentais
que acordam-me
cedo a berros.

Sou alvo
da sua gula
que egoista
devora o pão
de minha posse
e ainda nega
seu ato
trazendo a discordia
dos mesmos de sangue.

Sou cego
porque finjo
nao ter olhos
pra nao te dar méritos
pra nao te ver sorrir
quando me ver
às veias rompidas
de uma...
explosão...
de raiva.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Sinto

Como se nao existisse
mais nada
alma,
vida,
luz,
tristeza,
alegria,
raiva...
como se a vida
se aproximasse
da morte.

Ainda falta muito
esta mais próximo
do que imagino
a atenção se volta
ao seu vel negro
e o brilho
de sua lamina
sussura,
chama,
desista...
liberte-se...
mil possibilidades
pra terminar
um flash,
um salto,
um gole...

Descerei
da cadeira
sem meus pés
tocarem ao chão
e o desfecho
será o mesmo.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Racionalidade Suicída

Não há mais metas
a se traçar,
acordaremos
mais uma vez
sem ver
a luz do sol
e enquanto cada ser
cava sua própria cova
a morte deixa
em suas lápides
a marca
da discórdia.

Não há mais metas
a se traçar,
atormentados
pelos vultos
dessa ilusão.
Crie suas próprias regras
e forme
seus padrões
viva
sua propria prisão.

A humanidade
a se exterminar!

O dia...
chegou...
fazeis suas malas,
rumo ao inferno
e verás
de camarote
essa represa
converte-se em chamas.

Racionalidade
auto destrutiva,
continua,
criando,
suas formas,
de suicídio..
e transforma,
a pureza irracional
em dor mortal.

sábado, 11 de junho de 2011

Nada.

Os OVNIS chegaram!
ETS,
de paletó e gravata,
calando a humanidade
com notas e valores,
tapando buracos,
com piso de papel
que é rasgado
e amassado
com o suor
que alaga
os pés do povo.

Cabeças globalizadas,
o monopólio que aliena
com sonhos de novela
e aterroriza
com bombas e sangue.

Hipocrisia degradante
da voz de um Deus
que vem,
na calada da noite,
para estorquir
seu fiel,
em troca
de "asas e nuvens".

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Neve

Estou morando
numa ilha glacial...
Onde o marulho,
mescla-se à avalanche...
e a beleza celestial,
de um verão
é vista
com tons de cinza
do nosso inverno mais quente.

Neve
que toca o meu corpo,
o faz flamejar
assim como meus olhos
cegam ao enxergar,
quão alva
é tua beleza.

E quando vem a tempestade
digo que seu pranto
é apenas
para lavar a alma
da saudade
de tocar o chão,
que o céu
angustiava.