quinta-feira, 31 de maio de 2012

-Banheiro Público-



Anestesia constante,
viral.

Estoura
o tinteiro da noção
a passos rasgantes
e detalhados.

Programados
pra se destruir.

A colônia fede,
na falsa comunhão.

Sem filas a seguir
aprecie bem as pragas,
são iguais
ao seu espelho,
quebram em cacos
o respeito,
Velejando em corpos
que escorrem
suor diário.

Foi roubada,
dignidade
comprada à prazo
reduzida a pó.

Leis cegas
pra quem não quer ver,
e quem vê
cega.

Olhos esfumaçados
perfurados.

E toda hora
é declamado.

Contentais á carcaça
Arma-te á guerra
de corpo baleado,
minado de mídia
escorrendo opinião
absorvendo
votos vagos
e inúteis.

Thiago Pereira
12.03.12