Anestesia constante,
viral.
Estoura
o tinteiro da noção
a passos rasgantes
e detalhados.
Programados
pra se destruir.
A colônia fede,
na falsa comunhão.
Sem filas a seguir
aprecie bem as pragas,
são iguais
ao seu espelho,
quebram em cacos
o respeito,
Velejando em corpos
que escorrem
suor diário.
Foi roubada,
dignidade
comprada à prazo
reduzida a pó.
Leis cegas
pra quem não quer ver,
e quem vê
cega.
Olhos esfumaçados
perfurados.
E toda hora
é declamado.
Contentais á carcaça
Arma-te á guerra
de corpo baleado,
minado de mídia
escorrendo opinião
absorvendo
votos vagos
e inúteis.
Thiago Pereira
12.03.12
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