Quem deu lamúrias
ao que não se passa?
Imprevisível reação
e volto atrás.
O passado
não escraviza,
não se vive.
O vácuo produtivo,
o sono antes da noite
em bancos que choram.
Tanta blasfêmia
e as mentiras
contam horas.
Tanta poesia
sem verso.
Não passam de palavras
jogadas em linhas
lacrimejando
tinta preta.
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