segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Pesadelo armado até os dentes

Me deparo
numa guerra,
contra sonhos assassinos,
aliados
aos dias de medo,
montados,
numa cavalaria
de dor e perda,
esquartejando esperanças,
batendo de frente,
a minha armadura
de confiança e motivação
forçando-me a lutar
de olhos fechados.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Bloco doentio

Vira-Latas rendidos,
correm atrás
do frigorífico móvel.

Vacas empalhadas,
cospem sangue
na cabeça
dos vampiros
com presas de pólvora
e copos vazios.

No camarote do inferno,
a elite soberba
aprecia as rinhas
cantarolando orgias

Machões
rolam ao chão,
engolindo pelos púbis,
testosterona,
suor alcoolatra.

Enchem a barriga
de regressão,
enlatando-se em muros
pra não dar trabalho
ao comércio da morte.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Ruínas

Minutos de desordem,
Segundos agonizantes,
que são eternidade.

No pulso,
apenas o nada.
o olho enxerga,
e mesmo assim
finge ser
o vidente da vida.

A bala,
cheia de certeza.

O passo
que ja é o amanhã.

e o futuro
que está neste verso.




segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Segunda

Ouvi dizer
que meu rosto
foi esquecido
em meio á ventania

Reflito-me
para nao me perder
na agonia,
no martir
de ser obrigado
a viver
sem a tua voz.

domingo, 25 de setembro de 2011

Santa fé


Cansado,
do fardo
em minhas costas,
concebido por um Deus
em sua forma humana.

Pastor,
padre,
podre
puta politica.

Encarnado
na alma da ovelha
rasgando a pele
e te vendendo
novelos divinos.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Mentiras
contadas ao reflexo

Fotografias
em decomposição
onde
apenas seu fantasma
aparece.

A cabeça congelada,
do vento que passa.
enquanto você
engole as nuvens
do céu
que ninguém viu.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Fora da Terra

Em meio
ao desespero
com meu crânio
á amostra
por debaixo da pele.

Suando sangue,
vomito a alma
e mato a fome
dos abutres
que me aguardam.

Crio prosa
com a desgraça
que me força
a abrir os olhos
e ver
que todos
estão mortos.