quinta-feira, 14 de junho de 2012
Campos da saudade.
Fui esquecido
pelo atraso
no previsível
e fiel compasso.
Sinto falta
do simples,
do singelo.
Na verdade
das chamas.
Elas queimaram a iveja,
rasgaram as maldições
e se esvaíram.
A distância
fez-se em muros,
dividiu as quatro paredes
junto á cidade
que brota em constância
arvores de pedra.
Não te enxergo.
nem em sonhos
nem em planos
Apenas estendo a mão
e afago o passado.
segunda-feira, 11 de junho de 2012
Junho
O destino
se fez clone,
de vidas passadas.
A cena se repete
mais de uma vez.
O fim
abriu a porta.
Apresentou-se
cambaleado
em idéias
intragáveis.
Alianças descartáveis,
soluções abstratas,
um pisar no inferno.
Em falar na escuridão;
a noite,
martelou memórias
no pensamento,
maltratou a alma
e descobriu
que o desprezo
é a chave do querer.
se fez clone,
de vidas passadas.
A cena se repete
mais de uma vez.
O fim
abriu a porta.
Apresentou-se
cambaleado
em idéias
intragáveis.
Alianças descartáveis,
soluções abstratas,
um pisar no inferno.
Em falar na escuridão;
a noite,
martelou memórias
no pensamento,
maltratou a alma
e descobriu
que o desprezo
é a chave do querer.
quinta-feira, 31 de maio de 2012
-Banheiro Público-
Anestesia constante,
viral.
Estoura
o tinteiro da noção
a passos rasgantes
e detalhados.
Programados
pra se destruir.
A colônia fede,
na falsa comunhão.
Sem filas a seguir
aprecie bem as pragas,
são iguais
ao seu espelho,
quebram em cacos
o respeito,
Velejando em corpos
que escorrem
suor diário.
Foi roubada,
dignidade
comprada à prazo
reduzida a pó.
Leis cegas
pra quem não quer ver,
e quem vê
cega.
Olhos esfumaçados
perfurados.
E toda hora
é declamado.
Contentais á carcaça
Arma-te á guerra
de corpo baleado,
minado de mídia
escorrendo opinião
absorvendo
votos vagos
e inúteis.
Thiago Pereira
12.03.12
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Bonezin
Ta errada
a carapuça do Saci,
que cegou
e tropeçou
na perna mecânica.
Sujeira,
conversa fiada,
fala nada
e jorra fossa.
A carapuça
é da indiferença,
quando quer aparecer,
quando quer ser gente.
Pra favor, mão amiga
pega ai!
Atira e trai.
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Pesadelo armado até os dentes
Me deparo
numa guerra,
contra sonhos assassinos,
aliados
aos dias de medo,
montados,
numa cavalaria
de dor e perda,
esquartejando esperanças,
batendo de frente,
a minha armadura
de confiança e motivação
forçando-me a lutar
de olhos fechados.
numa guerra,
contra sonhos assassinos,
aliados
aos dias de medo,
montados,
numa cavalaria
de dor e perda,
esquartejando esperanças,
batendo de frente,
a minha armadura
de confiança e motivação
forçando-me a lutar
de olhos fechados.
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Bloco doentio
Vira-Latas rendidos,
correm atrás
do frigorífico móvel.
Vacas empalhadas,
cospem sangue
na cabeça
dos vampiros
com presas de pólvora
e copos vazios.
No camarote do inferno,
a elite soberba
aprecia as rinhas
cantarolando orgias
Machões
rolam ao chão,
engolindo pelos púbis,
testosterona,
suor alcoolatra.
Enchem a barriga
de regressão,
enlatando-se em muros
pra não dar trabalho
ao comércio da morte.
correm atrás
do frigorífico móvel.
Vacas empalhadas,
cospem sangue
na cabeça
dos vampiros
com presas de pólvora
e copos vazios.
No camarote do inferno,
a elite soberba
aprecia as rinhas
cantarolando orgias
Machões
rolam ao chão,
engolindo pelos púbis,
testosterona,
suor alcoolatra.
Enchem a barriga
de regressão,
enlatando-se em muros
pra não dar trabalho
ao comércio da morte.
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Ruínas
Minutos de desordem,
Segundos agonizantes,
que são eternidade.
No pulso,
apenas o nada.
o olho enxerga,
e mesmo assim
finge ser
o vidente da vida.
A bala,
cheia de certeza.
O passo
que ja é o amanhã.
e o futuro
que está neste verso.
Segundos agonizantes,
que são eternidade.
No pulso,
apenas o nada.
o olho enxerga,
e mesmo assim
finge ser
o vidente da vida.
A bala,
cheia de certeza.
O passo
que ja é o amanhã.
e o futuro
que está neste verso.
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