quinta-feira, 31 de maio de 2012

-Banheiro Público-



Anestesia constante,
viral.

Estoura
o tinteiro da noção
a passos rasgantes
e detalhados.

Programados
pra se destruir.

A colônia fede,
na falsa comunhão.

Sem filas a seguir
aprecie bem as pragas,
são iguais
ao seu espelho,
quebram em cacos
o respeito,
Velejando em corpos
que escorrem
suor diário.

Foi roubada,
dignidade
comprada à prazo
reduzida a pó.

Leis cegas
pra quem não quer ver,
e quem vê
cega.

Olhos esfumaçados
perfurados.

E toda hora
é declamado.

Contentais á carcaça
Arma-te á guerra
de corpo baleado,
minado de mídia
escorrendo opinião
absorvendo
votos vagos
e inúteis.

Thiago Pereira
12.03.12

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Bonezin

Ta errada
a carapuça do Saci,

que cegou
e tropeçou 
na perna mecânica.

Sujeira,
conversa fiada,

fala nada
e jorra fossa.

A carapuça
é da indiferença,

quando quer aparecer,
quando quer ser gente.

Pra favor, mão amiga
pega ai! 
Atira e trai.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Pesadelo armado até os dentes

Me deparo
numa guerra,
contra sonhos assassinos,
aliados
aos dias de medo,
montados,
numa cavalaria
de dor e perda,
esquartejando esperanças,
batendo de frente,
a minha armadura
de confiança e motivação
forçando-me a lutar
de olhos fechados.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Bloco doentio

Vira-Latas rendidos,
correm atrás
do frigorífico móvel.

Vacas empalhadas,
cospem sangue
na cabeça
dos vampiros
com presas de pólvora
e copos vazios.

No camarote do inferno,
a elite soberba
aprecia as rinhas
cantarolando orgias

Machões
rolam ao chão,
engolindo pelos púbis,
testosterona,
suor alcoolatra.

Enchem a barriga
de regressão,
enlatando-se em muros
pra não dar trabalho
ao comércio da morte.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Ruínas

Minutos de desordem,
Segundos agonizantes,
que são eternidade.

No pulso,
apenas o nada.
o olho enxerga,
e mesmo assim
finge ser
o vidente da vida.

A bala,
cheia de certeza.

O passo
que ja é o amanhã.

e o futuro
que está neste verso.




segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Segunda

Ouvi dizer
que meu rosto
foi esquecido
em meio á ventania

Reflito-me
para nao me perder
na agonia,
no martir
de ser obrigado
a viver
sem a tua voz.

domingo, 25 de setembro de 2011

Santa fé


Cansado,
do fardo
em minhas costas,
concebido por um Deus
em sua forma humana.

Pastor,
padre,
podre
puta politica.

Encarnado
na alma da ovelha
rasgando a pele
e te vendendo
novelos divinos.